O passado deve sempre ficar onde ele próprio diz onde ficar; no passado.
O presente tem de ser vivido como se de uma prenda se tratasse; sem ressentimentos e sem expectativas.
Tudo pode virar ao contrário quando se vive no presente as saudades do passado.
O maior erro foi nunca ter aceite que qualquer coisa, independetemente da sua importância em determinado momento, um dia acaba...
E se um dia acaba, ficam as saudades.
Há sempre algo que pode ser feito: esquecer as saudades, aceitá-las e fazer por matá-las ou viver com elas.
O maior erro foi querer viver com as saudades e não lutar contra elas e destrui-las.
Como não as destrui, fui sempre admirando o quão bonitos um dia fomos.
Mas podia ter feito algo: arrancar a folha branca do cavalete que tinha a pintura borrada e começar numa nova folha, uma nova pintura.
O maior erro foi querer começar sempre uma pintura nova mas sempre com as mesmas cores.
Se usei as mesmas cores, recomecei uma nova pintura mas que sabia que iria sair borrada novamente.
Havia de novo algo que podia ter feito: recomeçar a pintura mais uma vez!
O maior erro foi esquecer-me que a pintura se tratava de um Coração.
E como se tratava de um Coração, percebi que nunca devia ter usado a pintura.
Reparei que deveria ter desde sempre, ter feito outra coisa: usar cola!
Colar todos os cacos que fui causando.
Mas não o fiz, e este sim...Foi o maior erro.
Gostava que esta história não tivesse nem vítimas nem vilões;
Mas foram demasiados erros.
Podes voar.