As cartas de amor deixam de ser escritas em papel quando o Amor vira uma cruz.
Passam a escrever-se no peito sem que ninguém as ame. Sem que haja vento que as leve ou até mesmo força que as arranque; sem que o tempo as feche em envelopes selados...
As palavras começam a exigir de nós a força que tínhamos, mas que já perdemos.
Talvez, as dores que existem nos destroços do meu peito sejam apenas cartas de amor solitário que choram destinatários inexistentes.