Desenho nas nuvens pedaços de sonhos que quero realizar.
Um, outro, mais um, mais outro e por aí fora.... Reparo que são tantos que não ia ter espaço em minha casa para guardá-los a todos.
Gostava de ter uma máquina, que pudesse filmar todos os momentos de todas as pessoas de quem gosto. E que depois os imprimisse, numa espécie de filme a 3 dimensões. De forma a que pudesse ir aos arquivos recebidos e vê-los sempre que tivesse vontade de estar com essas pessoas de quem tenho saudades e com quem me apetece estar...
E que essa máquina fizesse ainda outra coisa: imprimisse as páginas com todos os desejos das pessoas de quem já vos falei, dos mais simples aos mais complexos... dos que me fizessem rir aos que me fizessem chorar... dos que eu achasse mais patetas até aqueles que achasse mais gloriosos. Ia ser tão bom.
Ia poder conhecer-vos a todos ainda mais. E podia ajudar-vos nos vossos sonhos e desejos.
E o melhor de tudo, é que caso existissem estas máquinas, vocês podiam ter uma também e ajudar-me nos meus infinitos sonhos. Ia saber tão, tão bem. :)
12 de julho de 2010
#45
Cansei de falar de Amor.Vou-me limitar a pensar e a calar o que penso. Ponto Final.
Quando pensas que todas essas coisas que agora fazes te tornam um pessoa cool, só provas a todas as outras o quanto rídicula a tua vida se tornou. Tenho pena que as coisas tenham ficado assim.
Tenho pena que não tenhas aceite ser meu amigo. Tenho ainda mais pena que não saibas ser amigo. Ser amigo NÃO é querer amar. Tenho pena que não saibas ter amigas, que só saibas ter namoradas e ex-namoradas.
Espero um dia que mudes isso em ti. Para o teu bem.
Se tivesse de te escrever uma carta, ia ser de lamentações. Mas de lamentações por ti, de lamentações acerca daquilo em que tornas-te. Ou será que sempre foste assim e eu é que nunca vi? e eu é que nunca tive coragem de ver? Tenho mesmo pena. Juro.te
#44
Quando sei das coisas é isto que sinto:
Como se me enfiassem duas mãos pelo peito adentro,
Como se o apertassem fazendo-o bater mais e mais,
E no fim, é como se tivessem a puxá-lo devagar...devagarinho. Mas ainda mais no fim, a consciência diz-me:
"Ei! Ele já foi. Já não o tens aí..."
E esta sensação toda, desaparece. E volto a ficar feliz...Mas confesso que não tanto.
Mas a toda a hora me pergunto porquê? Porquê toda esta comichão, quando já anseio outra pessoa?
Como se me enfiassem duas mãos pelo peito adentro,
Como se o apertassem fazendo-o bater mais e mais,
E no fim, é como se tivessem a puxá-lo devagar...devagarinho. Mas ainda mais no fim, a consciência diz-me:
"Ei! Ele já foi. Já não o tens aí..."
E esta sensação toda, desaparece. E volto a ficar feliz...Mas confesso que não tanto.
Mas a toda a hora me pergunto porquê? Porquê toda esta comichão, quando já anseio outra pessoa?
4 de julho de 2010
#41
Raios partam os corações. A vida de homem é bem mais promissora. Ora vejam: no lugar do coração, têm uma pequena televisão de ecrã negro quando está desligado. Quando se liga, fica todo às riscas como se fosse uma cassete avariada. O mesmo para quando se apaixona. O ecrã fica em modo chuva, como se alguém a tivesse desligado da tomada e desregulado o sistema de canais. Fica tão misturado como a maionese.
Raios partam os ecrãs de televisão. Nós, mulheres ou meninas do mundo de tubarões, sentimos a pressão de sermos obrigadas a manter aquele ecrã em modo chuva, e só depois em modo estável. Mas é estável, não é desligado porque convém que haja uma qualquer reacção; estar numa espécie de modo descanso vá. Nada de Sportv. Nada de God of War, War of God ou Pes. Credo! Raios partam as distracções.
É por isso que sonho em ser travesti. O meu ecrã ia ser o mais brilhante de todos e ia ter todas as mulheres aos meus pés porque ia saber exactamente o que elas precisam e querem. Um bocado de Sic Mulher, as novelas das Tvi, a MTV para as mais malucas, a Fox Crime para as mais sádicas. Dava-lhes também Dexter, Mentes Criminosas e beijos na boca quando sentissem medo. Quando não lhe apetecsse ver televisão, punha um bocadinho de rádio para aquelas que gostam de dançar - pop electro dub drum indie trance rock gotico metal fado pimba – e se também não lhes apetecesse rádio ia com elas para um bar conversar, beber um copo e ver as modas. Mas isto é bissexual e eu quero é ser travesti! Ser muito homem e borrifar-me para as mariquices das mulheres.
Raios partam os ecrãs de televisão. Nós, mulheres ou meninas do mundo de tubarões, sentimos a pressão de sermos obrigadas a manter aquele ecrã em modo chuva, e só depois em modo estável. Mas é estável, não é desligado porque convém que haja uma qualquer reacção; estar numa espécie de modo descanso vá. Nada de Sportv. Nada de God of War, War of God ou Pes. Credo! Raios partam as distracções.
É por isso que sonho em ser travesti. O meu ecrã ia ser o mais brilhante de todos e ia ter todas as mulheres aos meus pés porque ia saber exactamente o que elas precisam e querem. Um bocado de Sic Mulher, as novelas das Tvi, a MTV para as mais malucas, a Fox Crime para as mais sádicas. Dava-lhes também Dexter, Mentes Criminosas e beijos na boca quando sentissem medo. Quando não lhe apetecsse ver televisão, punha um bocadinho de rádio para aquelas que gostam de dançar - pop electro dub drum indie trance rock gotico metal fado pimba – e se também não lhes apetecesse rádio ia com elas para um bar conversar, beber um copo e ver as modas. Mas isto é bissexual e eu quero é ser travesti! Ser muito homem e borrifar-me para as mariquices das mulheres.
Raios partam as cabeças. Como é que mudam tão depressa? De repente, lembrei-me…Antes de querer ser travesti nasci com um coração trocado. Sou uma mulher presa na alma de uma mulher. Há desgraça maior que esta?
Afinal… Desculpem, mas acho que me fico por aqui. Vou ser mulher até ao fim dos meus dias. E vou ver a Sic Mulher, a Fox e as novelas, ouvir MTV e música para chorar quando estiver sozinha.
Mais vale um coração trocado do que ter o coração em chuva toda a vida.
#39
O tempo tem-me feito aprender coisas. Coisas do ser e do não ser; do certo e do errado; do temporário e do contínuo.
Cada vez mais tenho chegado à conclusão que quero ser alguém que mais ninguém é. Mas por mais que me esforce, não consigo inventar um alguém novo.
Mas ainda sinto(!); e o que sinto é que não tenho de ser uma linha recta.
Não tenho de seguir uma linha, um estilo, um gosto musical ou qualquer outra coisa só porque é assim.
Hoje posso ser a Ana e amanhã a Isabel e gostava que as pessoas respeitassem esta liberdade que escolhi; porque afinal de contas somos todos livres. E só não somos mais livres porque opinam sobre aquilo que fazemos, fazendo com que opinemos também sobre o que fazem. Tornando-se o pior ciclo vicioso que penso conhecer.
Queria poder ter amigos de Segunda a Quarta e outros de Quinta a Sábado; assim teria o Domingo de folga para estar comigo.
Quero ter o menos possível e sentir que isso significa muito.
Só temo o futuro num aspecto: não quero que os meus hobbies sejam a cusquice e as queixas.
E o que sinto neste momento é que tenho uma longa estrada a construir, e uma personalidade já calcada que preciso descalcar com prudência e moldar à minha maneira.
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