4 de julho de 2010

#39

O tempo tem-me feito aprender coisas. Coisas do ser e do não ser; do certo e do errado; do temporário e do contínuo. 
Cada vez mais tenho chegado à conclusão que quero ser alguém que mais ninguém é. Mas por mais que me esforce, não consigo inventar um alguém novo. 
Mas ainda sinto(!); e o que sinto é que não tenho de ser uma linha recta.
Não tenho de seguir uma linha, um estilo, um gosto musical ou qualquer outra coisa só porque é assim. 
Hoje posso ser a Ana e amanhã a Isabel e gostava que as pessoas respeitassem esta liberdade que escolhi; porque afinal de contas somos todos livres. E só não somos mais livres porque opinam sobre aquilo que fazemos, fazendo com que opinemos também sobre o que fazem. Tornando-se o pior ciclo vicioso que penso conhecer.
Queria poder ter amigos de Segunda a Quarta e outros de Quinta a Sábado; assim teria o Domingo de folga para estar comigo. 
Quero ter o menos possível e sentir que isso significa muito.
Só temo o futuro num aspecto: não quero que os meus hobbies sejam a cusquice e as queixas. 

E o que sinto neste momento é que tenho uma longa estrada a construir, e uma personalidade já calcada que preciso descalcar com prudência e moldar à minha maneira.