23 de dezembro de 2010

#61

Não sei bem porquê...se calhar a culpa é mais uma vez da crise mas não me parece que amanhã seja natal.
Não, se calhar a culpa é de quem decidiu dizer-me que o Pai Natal não existe! Mas a verdade é que ano após ano, cada vez compreendo menos esta época. Só percebo que ela serve para encher os centros comerciais, supermercados, e companhia até às chaminés.
Aproveito e digo-vos também que não gosto de mensagens de natal. Nunca gostei, e este ano ainda menos. Mas até tive sorte porque acho que ainda só recebi 3.
Se calhar ia gostar das mensagens de natal caso elas fossem dirigidas directamente à minha pessoa, recheadas de criatividade e que me pudessem fazer sentir algo a não ser a vontade de desistir de ler a mensagem a meio. E que principalmente não dissessem no fim: "Passa esta mensagem a todos os que queres ver sorrir nesta época tão bonita!" ou coisa desse género...Vocês já sabem do que estou a falar, aposto que também receberam coisas destas.
Com isto vos quero dizer que, desejo um bom natal por uma questão de boa educação e de respeito a todos que o querem.


5 de dezembro de 2010

#60





Quem me dera que a chuva que cai lá fora, fosse vermelha.
Faz muito tempo que à minha volta a chuva continua transparente e sem grande significado.
Se chovesse vermelho, eu arriscaria-me a andar à chuva e a apanhar uma valente gripe.
Faz muito tempo que não me sinto doente.

#59

Eu costumava pensar que a vida andava devagarinho, que cada dia durava muito e que não era preciso ter pressa. Mas agora parece que corro, parece que tudo corre e nada corre devagar. E ainda por cima, não percebo porquê.
Só sei que umas vezes olho para trás e penso que foi ontem, mas já foi à meses. E outras vezes tenho a sensação que já foi à semanas e afinal foi só à três dias. Não tenho bem a noção do tempo e nem sei onde a deixei.
Se calhar perdi-a no meio da minha tralha. Ouvi dizer que também acontece a muito boa gente.

#58

Se cada letra do teu nome me viesse sussurrar que o teu nome é só teu, mas que o vais partilhar...Eu respondia baixinho e sem dar nas vistas que eu não gosto de marcar, nem sequer de ter horas previstas.
Iria faltar por falta de vontade. E não porque não sou pontual. Mas também não te dizia a verdade, não porque te quero mal. A verdade sabe-a o vento, ele viu como eu te queria.
Ia faltar ao teu casamento, por estar lá outra no meu dia.

30 de novembro de 2010

#57

Se tenho de levar com este frio todo, 
ao menos que me dessem neve!

#56

Eu sou bem capaz de sorrir e tal, trocar uns olhares assim para o atrevido e mesmo assim, ficar indiferente. Tu também.
Sou bem capaz de de trocar pontos de interrogação por pontos finais e ficar satisfeita com isso. Tu também.
Mas se tivéssemos mais perguntas, em vez de respostas as coisas seriam bem mais divertidas.
E com isto quero dizer, que é tão difícil apaixonar-mo-nos à primeira vista como arranjar amigos para a vida inteira. O segundo já vou tendo. Um grupo pequeno, muito entranhado, sem nada a acrescentar. Não é facil fazer amigos. Principalmente daqueles que nos aceitam tal e qual como somos, e que ainda nos tentam desculpar quando dizemos asneiras à mesa de um restaurante muito chique. Até à altura em que nos vem a sensação de que não pertencemos ali; que aquele não é o nosso habitat natural - como se fôssemos macacos dentro de um palácio - e vamos embora, da mesma maneira que chegamos. Todos juntos.
E acreditem que isso me faz faz muito mais feliz do que 3 ou 4 amores à primeira vista.
Sou bem capaz de entrar numa loja, roubar uns pares de anéis só porque me apetece e a seguir beber um café ou dois porque me apetecia qualquer coisa quente e fazer uns quantos xixis no canteiro do centro comercial só porque estava uma pessoa a minha frente na fila para a casa de banho. Tu também.

E com tudo isto, quero dizer, que podemos ter tudo o que nos apetecer; mas se não tivermos ninguém que se ria connosco quando contarmos, de que é que me vale roubar os anéis? Não é fácil manter os amigos.
São piores do que as flores. Mas mais amáveis.

27 de novembro de 2010

#55

-Como é que estás?
Um bocado desnorteada, mas cá me arranjo.Ok, tenho um problema: devia ter quatro olhos e quatro inteligências; jeito para alguma coisa que não fosse coisa nenhuma; vontade de ser mais qualquer coisa do que aquilo que sou; mas como disse, cá me arranjo.
Descosem-se umas virtudes ali e fazemos dois ou três remendos por cima. O ouro que uso, não é defeito. É feitio. E se misturo o ouro com a prata, com a roupa, com o cabelo e alguma pele é porque quero. Porque me esqueço que não é de bom gosto misturar ganga com ganga, mas eu faço-o à mesma, que não é de gente normal usar meias brancas por fora das calças. Repito: não é de gente normal, mas quem o faz que o faça por gosto e não porque sabe bem ter olhos postos em nós. 
 Falando em olhos, não têm por aí outros que me arranjem? É que estes que me deram têm tendência para piorar tudo, triplicar os problemas e chorar muito pelas pessoas. Se tiverem, podem ser azuis ou melhor, de uma cor fora do normal, porque para normal já me basta o facto de eu ter mãos e pés como toda a gente.
Quero ter coragem de ter o cabelo curto porque não quero apanhar aqueles tiques de puxar o cabelo comprido para trás e enrolá-lo e desenrolá-lo, fazer-lhes jeitos com a mão ou outra série de coisas que vejo que se faz a um cabelo comprido.
-Porque é que não o cortas como um menino? Tu com esse jeito, mais pareces um rapaz, juntas o útil ao agradável e transformas-te de vez.
-O problema é que no fundo, eu gosto muito de ser mulher.
-Que novidade, que coisa boa de se dizer! Era o que cá faltava, outra mulher que adora sê-lo.
-Olha, o que há pouco é pessoas que gostam do que são e nisso eu tenho culpa, gosto disso porque não tenho outro remédio; gosto disso porque apesar de tudo me divirto assim, sou o meu recreio e o meu baloiço. Porque é que vocês não vêm brincar comigo?

26 de novembro de 2010

#54

Ainda estou à procura, 
de algo que me prenda.

#53

Até podia querer justificar a minha ausência aqui por estes lados, mas a verdade é que não tenho tido muito para dizer. Escrevo ocasionalmente, uma coisa ou outra; coisas sem muito sentido. Mas confesso que também tenho sentido a minha falta. E agora escrevo, com o objectivo de me preencher mais um bocadinho, de escrever coisas com sentido para mim e talvez quem sabe, para outras pessoas com pouca sanidade mental, é para isso que acho que existo. Não quero apenas descarregar as minhas alucinações, fico na expectativa que alguém alucine tanto ou pelo menos sobre o mesmo que eu. 

Acho que preciso de uma injecção de confiança. De uma mudança - pode ser pequena -. Olhem! Conheço uma rapariga que cortou o cabelo, comprou uns sapatos novos e até tem em vista um casaco. Ela conversou com os seus amigos mais próximos e eles disseram para ela ganhar juízo e ser mais atenciosa com as pessoas, para se preocupar com as questões do mundo, cortar no uso do papel e começar a escrever nas paredes. Ela até já nem come carne. Cada vez gosta mais da chuva, dos avós e isso. E eu, em que é que posso mudar? Vou pintar-me de azul? Nah, de vermelho? Posso pôr um fundo com passarinhos ou outra coisa poética? Não sou dessas. Não sou obcecada com o mundo. 
Tenho é de me manter séria até ao fim e fiel a mim mesmo. Mas e agora?
E se a minha confiança passa por imitar aquela rapariga e ser confiante o suficiente para me mudar e mesmo assim, continuar igual a mim própria?

2 de outubro de 2010

#52

-Eu queria que tu me oferecesses uma prenda!
-Uma prenda? - e ficou pensativa - Humm, olha trago aqui comigo duas chamuças que a minha mãe me preparou..
-Chamuças?
-Sim, e olha que são boas! Posso dar-te uma delas...
-Mas eu queria algo diferente. Queria algo teu entendes? Algo que me fizesse lembrar de ti... - disse ele meio engasgado
-Se eu te der a minha chamuça tu vais lembrar-te de outra pessoa? - perguntou ela, indignada
-Não...Claro que não. Só tu para me ofereceres chamuças! - gozou ele
-Então porque não a aceitas?
-Porque ou a como, ou a guardo e ela apodrece...E eu não quero que o que me faz lembrar de ti, se apodreça ora essa.
-Então, come-a!
-Mas assim o que me faz lembrar de ti só me vai preencher uma parte do estômago e só me vai dar felicidade momentânea...
-És muito ambicioso. Eu prefiro ficar feliz por um momento do que infeliz para sempre... - resmungou ela, interrompendo-o
-Gosto tanto das tuas verdades. São pateticamente felizes. - respondeu ele, vidrado nas palavras dela
-Então tive uma ideia! - disse ela muito rápido - Lembra-te das minhas patetices para te lembrares de mim...
-Ohh, grande coisa! Isso já é o que faço quando não estou contigo, caso contrário achas que as minhas olheiras teriam passado? Desde que te conheço que já durmo melhor. Quero mais que isso, quero algo de ti.
-Algo de mim? Possa, não sei que te oferecer..Podias dar-me uma ajudinha - disse-lhe ela já quase fatigada.
-Dá-me um beijo.
-Um beijo? Oh, não sou capaz...Não assim.
-Então posso roubar-to? - perguntou ele, tímido
-Se me estás a pedir, já não será roubado...
-Pois é, tens razão - concordou ele, cabisbaixo.

Passaram-se longos minutos até que ela disse:
-Já sei o que te oferecer - diz retirando um lenço azul da sua cabeça - toma, é para ti...
Ele aceita, passa o lenço pelo seu nariz para poder sentir o cheiro dos seus cabelos cor de castanha e diz, feliz:
-Não podia ter sido melhor prenda...
Ela responde: Até podia... - enquanto lhe rouba um beijo pedido.

#51

Tudo começou com uma inscrição à toa num site. Ficou sempre uma pequena esperança mas a dúvida na selecção pairava em maioria.
O sim veio depois e trouxe consigo uma ansiedade do caraças. E expectativas...Ui, tantas!
Teve início numa Segunda-Feira; que mal chegou, quis que durasse para sempre. Caras novas, pessoas novas. diferentes, outras iguais, outras normais. É engraçado reparar que afinal de contas sempre somos diferentes e não todos iguais como as pessoas já se acostumaram a dizer.
Todos com o mesmo objectivo é verdade: novos amigos, paródia, risada. E parece-me a mim que tudo isto foi cumprido. Isto e muito mais com certeza.
Cada um sabe o que sentiu ao longo de toda esta experiência, as expectativas de todos parecem ter sido alcançadas e mais que isso, ultrapassadas.
É giro ver que algo que parece tão simples traz uma enorme felicidade a um grupo enorme de pessoas.
Principalmente porque éramos todos diferentes.
O que senti também foi que me faltou conhecer muita gente. Se calhar é culpa minha por não ser muito social, mas quando há destes grupos assim grandes acho que se acaba sempre por sentir que faltou conhecer melhor alguém. E quando isso acontecesse, quando já estamos por casa a relembrar os momentos, sentimos que podíamos ter feito sempre mais coisas, ou pelo menos outras coisas.
Mas continuando...foram dias de sandes de panado, de arroz acompanhado sempre por carne, dias de pouco sono, de "aqui ninguém dorme oube lá" e de muito "granel"...Enfim, "carga na(s) pousada(s)" mesmo :D
Experiência a repetir sem dúvida. Todos os anos se possível!

1 de outubro de 2010

Hapiness

Play the moment. ▌▌ Pause the memories. Stop the pain. ◄◄ Rewind to the happiness.

11 de setembro de 2010

#50


 Vivemos ou não num mundo instisfeito? As terras ardem no verão e depois têm sede, as nuvens choram a potes por semanas a fio para saciarem as terras e no fim, volta a dar-se tudo de novo.
 E não é só isto. As pessoas queixam-se de tudo e mais alguma coisa.
 Mas eu acho que não devíamos chatear quem nos quer ouvir, é verdade que não estamos satisfeitos mas há limites para a chatice. Principalmente quando a nossa chatice possa começar a incomodar os outros.
 Ás vezes até fico cansada de estar cansada do cansaço dos outros.
 Há que fazer a diferença. Nem que seja a falar sobre um novo corte de cabelo que nos faz sentir mais sexy. (Até a palavra sexy hoje em dia já é normal)
Eu gostava que a nossa geração fosse mais além daquilo que são queixas, cusquices e cansaço. Gostava que mostrássemos um pouco mais além do nosso lado desastrado. Que márcassemos com qualquer coisa positiva. Tipo os Beatles.
 Espero por alguém que nos dê uma ideia para a nossa geração crescer. Podes ser tu. Mostra ás terras que já é hora de elas ficarem mais sossegadinhas e acalmarem um pouco.Que está na hora de elas ganharem juízo.
 Espero que apareça alguém que nos faça olhar uns para os outros não com o intuito de nos compararmos e crtiticarmo-nos como temos feito... É que esta nossa forma de viver, está a cansar-nos e ainda somos muito novos para viver a vida a pensar que "podia ter sido diferente" em vez de a vivermos mesmo.
 

 

19 de agosto de 2010

#49

Era uma vez um cão que nasceu com duas cabeças numa pequena aldeia.
Um dia ia a correr muito feliz para ir ter com o seu dono...Mas ia tão feliz, tão feliz que quando se abanou, uma das suas cabeças bateu num poste e ficou quase espalmada e toda a esguinchar sangue (mas de tal forma que até sujou as calças do dito dono.)
O seu dono muito aflito, regou a sua cabeça espalmada e cheia de sangue com Red Bull.
O cão não ficou curado e morreu.

Esta é apenas uma pequena história para recordar e não deixar esquecidas todas as histórias de terror (deste género) que foram contadas em Vila Nova de Mil Fontes por um grupo de três pessoas muito porreiras, do qual eu faço parte +.+

6 de agosto de 2010

#48

Como muitas vezes as pessoas se cansam da Felicidade dita em palavras, 
eu diria que a mesma, numericamente falando, deveria ser sempre ao cubo...

12 de julho de 2010

#47

Desenho nas nuvens pedaços de sonhos que quero realizar.
Um, outro, mais um, mais outro e por aí fora.... Reparo que são tantos que não ia ter espaço em minha casa para guardá-los a todos.
Gostava de ter uma máquina, que pudesse filmar todos os momentos de todas as pessoas de quem gosto. E que depois os imprimisse, numa espécie de filme a 3 dimensões. De forma a que pudesse ir aos arquivos recebidos e vê-los sempre que tivesse vontade de estar com essas pessoas de quem tenho saudades e com quem me apetece estar...
E que essa máquina fizesse ainda outra coisa: imprimisse as páginas com todos os desejos das pessoas de quem já vos falei, dos mais simples aos mais complexos... dos que me fizessem rir aos que me fizessem chorar... dos que eu achasse mais patetas até aqueles que achasse mais gloriosos. Ia ser tão bom.
Ia poder conhecer-vos a todos ainda mais. E podia ajudar-vos nos vossos sonhos e desejos.

E o melhor de tudo, é que caso existissem estas máquinas, vocês podiam ter uma também e ajudar-me nos meus infinitos sonhos. Ia saber tão, tão bem. :)

#46

É bom quando nos fazem sentir especiais... E tu fazes, muito.
Sinto-me mal por ainda não saber fazer-te assim também...

Quem sabe um dia...

#45

Cansei de falar de Amor.Vou-me limitar a pensar e a calar o que penso. Ponto Final.

Quando pensas que todas essas coisas que agora fazes te tornam um pessoa cool, só provas a todas as outras o quanto rídicula a tua vida se tornou. Tenho pena que as coisas tenham ficado assim. 
Tenho pena que não tenhas aceite ser meu amigo. Tenho ainda mais pena que não saibas ser amigo. Ser amigo NÃO é querer amar. Tenho pena que não saibas ter amigas, que só saibas ter namoradas e ex-namoradas. 
Espero um dia que mudes isso em ti. Para o teu bem. 
Se tivesse de te escrever uma carta, ia ser de lamentações. Mas de lamentações por ti, de lamentações acerca daquilo em que tornas-te. Ou será que sempre foste assim e eu é que nunca vi? e eu é que nunca tive coragem de ver? Tenho mesmo pena. Juro.te


#44

Quando sei das coisas é isto que sinto: 
Como se me enfiassem  duas mãos pelo peito adentro,
Como se o apertassem fazendo-o bater mais e mais,
E no fim, é como se tivessem a puxá-lo devagar...devagarinho. Mas ainda mais no fim, a consciência diz-me:
"Ei! Ele já foi. Já não o tens aí..."
E esta sensação toda, desaparece. E volto a ficar feliz...Mas confesso que não tanto.

Mas a toda a hora me pergunto porquê? Porquê toda esta comichão, quando já anseio outra pessoa?

4 de julho de 2010

#43

Desejo toda a sorte do mundo ao amor para quando lhe apetecer falar de amor, mesmo que o amor não saiba o que o amor é. Peço-lhe apenas que me envie um postal quando acabar.

#42

Ela sabia com antecedência que o comboio se ia atrasar. Sentou-se num dos bancos da estação com o tal livro debaixo do braço e a sua mala junto ás pernas. Não lhe apeteceu ler o livro naquele momento e como tinha que se entreter com alguma coisa, olhou para dentro de si.

#41


Raios partam os corações. A vida de homem é bem mais promissora. Ora vejam: no lugar do coração, têm uma pequena televisão de ecrã negro quando está desligado. Quando se liga, fica todo às riscas como se fosse uma cassete avariada. O mesmo para quando se apaixona. O ecrã fica em modo chuva, como se alguém a tivesse desligado da tomada e desregulado o sistema de canais. Fica tão misturado como a maionese.
Raios partam os ecrãs de televisão. Nós, mulheres ou meninas do mundo de tubarões, sentimos a pressão de sermos obrigadas a manter aquele ecrã em modo chuva, e só depois em modo estável. Mas é estável, não é desligado porque convém que haja uma qualquer reacção; estar numa espécie de modo descanso vá. Nada de Sportv. Nada de God of War, War of God ou Pes. Credo! Raios partam as distracções.
É por isso que sonho em ser travesti. O meu ecrã ia ser o mais brilhante de todos e ia ter todas as mulheres aos meus pés porque ia saber exactamente o que elas precisam e querem. Um bocado de Sic Mulher, as novelas das Tvi, a MTV para as mais malucas, a Fox Crime para as mais sádicas. Dava-lhes também Dexter, Mentes Criminosas e beijos na boca quando sentissem medo. Quando não lhe apetecsse ver televisão, punha um bocadinho de rádio para aquelas que gostam de dançar - pop electro dub drum indie trance rock gotico metal fado pimba – e se também não lhes apetecesse rádio ia com elas para um bar conversar, beber um copo e ver as modas. Mas isto é bissexual e eu quero é ser travesti! Ser muito homem e borrifar-me para as mariquices das mulheres.


Raios partam as cabeças. Como é que mudam tão depressa? De repente, lembrei-me…Antes de querer ser travesti nasci com um coração trocado. Sou uma mulher presa na alma de uma mulher. Há desgraça maior que esta?


Afinal… Desculpem, mas acho que me fico por aqui. Vou ser mulher até ao fim dos meus dias. E vou ver a Sic Mulher, a Fox e as novelas, ouvir MTV e música para chorar quando estiver sozinha.


Mais vale um coração trocado do que ter o coração em chuva toda a vida.

#40

Alguém que me dê uns olhos azuis ou verdes porque estou a precisar de ver o mundo com outras cores...

#39

O tempo tem-me feito aprender coisas. Coisas do ser e do não ser; do certo e do errado; do temporário e do contínuo. 
Cada vez mais tenho chegado à conclusão que quero ser alguém que mais ninguém é. Mas por mais que me esforce, não consigo inventar um alguém novo. 
Mas ainda sinto(!); e o que sinto é que não tenho de ser uma linha recta.
Não tenho de seguir uma linha, um estilo, um gosto musical ou qualquer outra coisa só porque é assim. 
Hoje posso ser a Ana e amanhã a Isabel e gostava que as pessoas respeitassem esta liberdade que escolhi; porque afinal de contas somos todos livres. E só não somos mais livres porque opinam sobre aquilo que fazemos, fazendo com que opinemos também sobre o que fazem. Tornando-se o pior ciclo vicioso que penso conhecer.
Queria poder ter amigos de Segunda a Quarta e outros de Quinta a Sábado; assim teria o Domingo de folga para estar comigo. 
Quero ter o menos possível e sentir que isso significa muito.
Só temo o futuro num aspecto: não quero que os meus hobbies sejam a cusquice e as queixas. 

E o que sinto neste momento é que tenho uma longa estrada a construir, e uma personalidade já calcada que preciso descalcar com prudência e moldar à minha maneira.

3 de julho de 2010

#38

25 de junho de 2010

#37

Alimento esperanças na incerteza do teu chegar. 
O caminho é longo, mas eu deixei-me entrar nesta aventura porque não te quero perder.
O medo de perder, de te perder, de me perderes, de nos perdermos um do outro aumenta com cada passo que damos. Com cada dia que passa.
Continuo a amar-te ou será que amo a ideia de nós os dois, juntos, na descoberta de um mundo que só nós dois criámos? Não, Amo-te!
Deste-me a liberdade e a ti deram-te a prisão. E foi esta a maior injustiça no nosso Amor.
Quando é que sabemos se isto é o que está certo? Como é que sabemos que o nosso amor é suficiente para suportar isto? 
O caminho parece persistir diante de nós, vamos continuar a precisar da força que temos tido e usado. 
Estarás mesmo tu disposto a continuar com este amor? Estarei eu?
Não sei. O que sei é que te levaram. E que te Amo!
Eu não consigo suportar esta dor, apenas me limito a habituar-me à vida que me deixaram. (Ou deverei dizer roubaram?)
Faço perguntas a mim mesma que teimam em não terem uma resposta. Mas é a única coisa que eu neste momento consigo fazer.
Dizem por aí que o tempo cura tudo. Tenho medo que nos cure a nós também. Tenho medo de olhar-te novamente nos olhos e não ver a pessoa que aqui me deixou. Ver um alguém novo, que vou querer conhecer de certeza mas de que terei medo de hesitar o toque, o beijo, o abraço, o respirar. 
Mas quero-te aqui, rápido. O mais rápido que puderes. O mais rápido que der.
Porque sem ti, tudo está complicado...

Esta história de Amor, não é a minha nem é a tua.
É a dela: Rasas.

#36

É mau,
Sabermos que o melhor momento não foi vivido connosco;
É difícil,
Não conseguir mudar esse facto;
É muito mau,
Não querer mudar isso;
Mas é péssimo,
Descobrir que afinal não foi a nós que nos amaram.

Serão mentiras ou uma necessidade enorme de tu te sentires amado?

José Saramago

"Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta de cor violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte podia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu."

Para alguns, existem dias que são o início; o fim para outros; e apenas mais um para a maioria. As memórias tornam possível a imortalidade e por isso, no dia seguinte ninguém morreu.

 José Saramago
1922 - 2010  

17 de junho de 2010

#35

É triste descobrir que preciso dos vossos sorrisos para esconder a minha infelicidade.

15 de junho de 2010

#34



Gosto demasiado de ti.

#33

Houve um dia em que eu acordei e acordámos todos. Naquele dia percebi que nunca senti ou li o que vi naquele dia. Naquele dia, as árvores eram cores e o céu era a lua. A luz, era vida. Então eu perguntei ao tempo porque é que ele andava assim... esquizofrénico e porque é que não atinava: ou fazia só sol ou só chuva. 
Ele respondeu-me apesar de eu não esperar resposta. Disse-me que acompanhava os dias, e que normalmente era fiel ao que era um dia, mas naquele dia ele decidiu não ser fiel a nada, era fiel apenas a si próprio e à confusão mental que não conseguia expressar. Tentou. E ao expressa-la decidiu que fazia ora sol ora chuva, de meia em meia hora. Ou menos até.
Questionei-me: Isso não acontece também comigo? Acontece. Mas eu um dia acordei e percebi porque é que isso acontece. E decidi ser fiel ao dia e ao tempo, ao tempo e ao dia. E naquele dia eu fui fiel ao que conheci e ao que conheço que vem de mim. E eu sei o que vem... Sabia. Sei. Sempre soube. 
Como se de repente, as peças do puzzle se juntassem e assim se fizesse o homem. Ou a mulher. 
E sabemos todos. Porque um dia eu acordei e acordámos todos: para ver o tempo virar esquizofrénico como nós.


#32



Alguém me explica como é que sabemos que realmente pusemos fim a uma coisa?

#31

Há uma coisa que te quero contar: eu juro que tentei!
Tentei... Tentei confiar em mim, outra vez. E magoei-nos. 
Mas também juro que por mais que tentasse, eras tu e as palavras que detesto...tu de mãos dadas a elas. Tu e as palavras caras aos beijos num banco! Eras tu a olhar para mim e a não me perceberes. Era eu a não fazer esforço nenhum para falarmos a mesma língua. Juro que não fiz.
Outra coisa que te quero contar: juro-te que não me vais perceber mais. Eu olhei para dentro da tua cabeça, ás escondidas, e não encontrei nada daquilo que queria. Procurei saudade e só encontrei papel, procurei confiança e o que encontrei foram chamadas não atendidas, e provavelmente nenhuma era para mim.
Não sei, mas não me apeteceu procurar mais...
E é claro que me podes ver os olhos, mas se eu não deixar não me verás a alma.

23 de maio de 2010

#30

Era uma vez um Senhor que morava numa aldeia que ficava muito longe de qualquer zona comercial.
As pessoas tinham de andar muitos quilómetros para poderem comprar o que quer que fosse.
Esse Senhor, tinha o sonho de ter um armazém com algumas ferramentas. Mesmo sabendo que podia não ser um bom negócio.
Numa noite, em que se fazia sentir uma temperatura muito alta lá fora, e ainda mais dentro de sua casa, ele decidiu ir passear.
Num caminho trilhado entre pedras e ervas daninhas, ele encontrou um Homem.
Estava caído no chão, com sangue a colorir a areia daquele trilho que agora já não era mais bonito, com uma garrafa vazia perto do seu corpo manchado de dor.
O Senhor agarrou no Homem, levou-o com todo o cuidado para sua casa.
Deu-lhe quarto, lavou-o, deu-lhe cama, tratou as suas feridas com água oxigenada, arranjou madeira que utilizou como talas para a sua perna e braço direito. O  Homem ali ficou, inconsciente, adormecido na sua vida miserável, durante meses.
O Senhor cuidou sempre dele. Alimentava a sua vida, cada dia que passava. Mais e mais.
Passados longos meses, o Homem acordou. Analisou onde estava, que roupas eram aquelas que o seu corpo mostrava, que cheiro era aquele que se fazia sentir naquela casa que lhe era estranha, e que achava feia.
Até que o Senhor apareceu na porta daquele quarto, olhou durante segundos esperando que o outro tomasse a iniciativa. Esperando conhecer a voz do Homem que tratara como se fosse o filho que nunca tinha tido, apesar de saber apenas aquilo que na aldeia se murmurava, que aquele Homem era um "bebâdo", um "preguiçoso", um "desmazelado", um "alguém sem amor à vida". Quem quereria tratar um Homem assim, como se fosse um filho? Que desejo era esse?
Ele finalmente falou. Perguntou onde estava, e porque é que tinha ido lá parar.
O Senhor respondeu:
-Pensei que tivesses uma voz mais rouca. No entanto, anda daí. Preciso de ti ali fora... As perguntas fazes noutro dia que hoje não tenho respostas.
O Homem foi, fez o caminho do corredor à porta, a olhar para o chão, a pensar em quem era e o que poderia ter acontecido para ele estar ali.
Lá fora, ele perguntou, consciente:
-Eu sou um bêbado desgraçado, não sou?
-Já te disse que hoje não tenho respostas. E a essa... - fitou-o nos olhos - sabes que não me cabe a mim responder.
-Eu sei que o sou, eu vim para aqui porque... - não terminou -
-Vieste para aqui, porque um dia erraste pela tua vida inteira. Se hoje criares as respostas certas a todas essas perguntas que tens dentro de ti, saberás que o que foste, não é o que terás de ser a partir daqui. E não sejas fraco ao ponto de não querer mudar.
O Homem ficou pensativo, e o Senhor voltou a interromper:
-Preciso que me vás comprar ferramentas, quero ter um armazém de ferramentas e tive este tempo todo à tua espera.
-Hoje não posso, preciso de respostas.
-... Ok, amanhã não podes fugir outra vez.
No dia seguinte:
-António, hoje tens de ir comprar as ferramentas...
-Bom dia. O meu nome é Ricardo, não António. Hoje quero sentar-me no quintal, e obter mais respostas...
-Não me interessa António. Hoje vais lá.
-Ok, hoje eu vou.
Era noite e o Ricardo chegou.
-Onde estão as minhas ferramentas, António?
-Perdi-me pelo caminho, por causa do sol. Pareceu-me perfeito para as minhas respostas.
E vários dias passaram, com mais e mais desculpas para não ter ido buscar as ferramentas. Foram meses.
Numa noite, Ricardo não conseguia dormir e resolveu ir ter com os seus velhos amigos ao café, fechou a porta à chave e saiu pela janela, deixando no seu parapeito, perto das cortinas uma vela acesa para que o Senhor não notasse a sua falta.
No café, bebeu um copo, e mais um, e mais um, e mais três e depois mais uns. Voltou bêbado para casa, e viu a casa que tinha sido o seu lar nos ultimos meses, queimada, rodeada de polícias e bombeiros e vizinhos curiosos e chorosos. Foi vaiado pelos vizinhos do Senhor. A casa estava em poeiras, a polícia dizia que só tinham restado alguns ossos chamuscados..
O Ricardo, assistia e só chorava de dor, de perda, da sua futilidade, de tudo o que não fez...

Na campa do Senhor, ele escreveu "Eu vou conseguir, por si! António".
Passaram-se apenas dois meses e o armazém que o António abriu na aldeia, deixava os vizinhos sorridentes e por um lado, espantados...mas orgulhosos.
Quando se passaram mais 2 meses, o Senhor apareceu no armazém, disfarçado, sempre com os olhos fixos no chão.
- Precisa de ajuda? - intrometeu-se o António
-Já não... Preciso de te agradecer. - respondeu, olhando para o fundo da sua alma como nunca tinha feito antes, como se quisesse exorcizar algo que já não conseguia ver -
Especulado, o António não se mexeu.
O Senhor deu-lhe um abraço forte, o primeiro de sempre e disse, a rir:
-Engraçado a polícia confundir ossos humanos com ossos de porco...

#29

Quando estamos tristes;
é bom ver o pôr do sol.
Quando estamos felizes;
ainda mais.

21 de maio de 2010

#28

Hoje morri. Sinceramente, pensei que fosse pior. Custou-me tanto ou menos do que estas palavras.
Custou-me sim, olhar para as pessoas de quem gosto; as pessoas que simpatizo; as pessoas que queria conhecer melhor e pensar que nunca mais as veria. Nem as cheirava ou tocava.
Enquanto morri, pensei se depois de tudo iria ter a oportunidade de sentir alguma coisa?Ou pelo menos ter qualquer sensação?
A minha consciência respondeu-me que seria tal e qual um banho sem espuma. Que não iria ter espaço para recordações nem nada que se pareça.
Mas aposto aqui e agora, sem receios. Aliás, aposto até uma perna (agora que estou morta de nada me serve.) que a minha consciência só me disse isto para que eu ficasse mais calma. Para me matar o medo de morrer antes do tempo. 
Não foi uma morte planeada, juro que não.
Mas certifiquei-me antes de morrer, que seria aquela a altura certa. Se quando morresse, aquelas pessoas que lá em cima vos falei iriam também sentir a minha falta. Como eu senti a deles.
Quando lhes falei na minha suposta morte, todos me ignoraram. Chamaram-me nomes. Alguns feios até. Disseram que eu tinha a vida toda pela frente. Pois tinha. Mas também tinha a morte. Mas ninguém se lembrou disso! Porquê?
Que raio tem esta pequena palavra, que tem letras que são comuns a todas as outras.
É que dizem sempre que ela soa mal. Não acho bonito.
Passarei então a chamar a todos os vivos que sinto falta, de Mortos.
Porque ao fim ao acabo, é assim que eles também estão.
Desculpem se esta vos irritou.
E agora que estão aqui, já vos consigo cheirar. Sentir-vos perto. 
Sou como o ar, toco-vos e vocês nem sequer sentem.
E finalmente ouço o Silêncio. E sinceramente, até vos prefiro assim. Calados.
Acho que vou gostar disto por aqui. Já me sinto feliz.

A quem ainda pensa que está vivo, não tentem matar a Srª Morte.




#27

Já a muito tempo atrás, conheceste uma rapariga.
Decidiste chamar-lhe Amante.
No mais bonito dos Verões, dançaste com ela por todas as salas.
Chegou o Outono e ela sumiu; não te consegues lembrar para onde ela disse que ia.
Mas agora percebes que ela desapareceu de vez porque te deixou escrita uma canção que não consegues cantar porque não te lembras do som que o cabelo dela fazia quando se perdia no ar.

Mas dizia assim: "eu acredito que os Amantes devem ser acorrentados juntos; atirados para o Fogo com as suas canções e letras e deixados lá a arder. A arder na sua arrogância.






#26

Amizade cheira a todas as pessoas que gosto.  Não em particular, nem sequer misturadas.
Cheira..simplesmente. 
É tal e qual a um sabor-base: suporta muitos outros. Tipo uma maçã, não sabe a mais nada do que a maçã. E antes de saber a maçã, não sabia a nada. É como a amizade.

Também sabe ao que cheira.

17 de maio de 2010

#25

Sabia melhor se as Flores da Primavera não fizessem alergias!

10 de abril de 2010

#24

"It's obvious your tenderness
Is what I need to make me
A better woman to myself
To myself, myself
You're gonna save me from myself"

♥ 

In: Save me from Myself - Christina Aguilera

 


9 de abril de 2010

#23

Não gosto de pessoas fugitivas.
Nem de medricas.
Só mostram que lá no fundo, bem no fundo... São fracas.

Mas sobretudo, não gosto mesmo de pessoas assim porque me fazem lembrar outras pessoas.
Acho que se tivesse de dar um título a "isto" seria: Auto-Retrato.

#22

Às vezes não consigo fazer o que quero.
Outras vezes não quero o que faço.

Alguém disse:
"Estou louca?"
"Estás, definitivamente louca!"
"..."
"Mas fica sabendo que as boas pessoas são aquelas que são completamente doidas"

Com isto, senti que bebi um refresco numa tarde quente de Verão. 

5 de abril de 2010

#21

[Ainda bem que não tenho de intitular as coisas;
não me dou nada bem com títulos.]

Era só para lembrar-te que se não reapareces daqui a meia hora,
vou acabar por esquecer-me da tua cara.

4 de abril de 2010

#20

Receita número 20

20 motivos/razões
20 sorrisos largos
20 batidas fortes de dois corações
20 passos sem receios
20 abraços
20 beijos
20 encontros num só dia
20 toques das palmas de duas mãos
20 desejos

1º passo: procurar-nos.
2º passo: encontrar-nos.
3º passo: olhar-te.
4º passo: sorrir-te.
5º passo: conhecer-te.
6º passo: admirar-te.
7º passo: imaginar-te.
8º passo: sorrir-te.
9º passo: abraçar-te.
10º passo: imaginar-nos.
11º passo: beijar-te.
12º passo: sorrir-te
13º passo: abraçar-te.
14º passo: dar-te.
15º passo: entregar-me.
16º passo: sorrir-te.
17º passo: namorar-te.
18º passo: unir-nos.
19º passo: mentalizar-nos.
20º passo: viver-nos.

Modo de Preparação:

Não mexer em demasia, levar tudo a dois corações em banho de sorrisos largos e esperar pelo dia 10.
Qualquer um, de qualquer ano.

1 de abril de 2010

#19

Podia ser aquilo que não sou e ser feliz.
Posso continuar o meu caminho, afastando algumas pedras e pondo outras.
Que tens tu a ver com isso?! O caminho é meu.
Se me falasses de Amor, se me cantasses músicas de Amor, se me susurrasses coisas de Amor, se me fizesses sentir Amor... Aí o caminho também seria teu.
Assim não.
Faço-o como bem entender :)
E se para isso não tiveres de existir, muito bem.
Quero é sorrir!

31 de março de 2010

#18

Não se trata de falta de auto-estima, mas sou uma cebola.
E tu também.
Temos camadas, descascas-me e vais-me conhecendo. 
Mas simplesmente, existem camadas minhas que não mereces conhecer.

i ' m s u c h a f o o l f o r y o u.

Mas o ridículo é esta minha estupidez. 
Querer-me mostrar, mas sentir vontade de me esconder quando a ti nem te apetece conhecer-me.
Só porque sim. Assim.

y o u ' r e s u c h a f o o l f o r m e

10 de março de 2010

#17

O passado deve sempre ficar onde ele próprio diz onde ficar; no passado.
O presente tem de ser vivido como se de uma prenda se tratasse; sem ressentimentos e sem expectativas.
Tudo pode virar ao contrário quando se vive no presente as saudades do passado.
O maior erro foi nunca ter aceite que qualquer coisa, independetemente da sua importância em determinado momento, um dia acaba...
E se um dia acaba, ficam as saudades.
Há sempre algo que pode ser feito: esquecer as saudades, aceitá-las e fazer por matá-las ou viver com elas.
O maior erro foi querer viver com as saudades e não lutar contra elas e destrui-las.
Como não as destrui, fui sempre admirando o quão bonitos um dia fomos.
Mas podia ter feito algo: arrancar a folha branca do cavalete que tinha a pintura borrada e começar numa nova folha, uma nova pintura.
O maior erro foi querer começar sempre uma pintura nova mas sempre com as mesmas cores.
Se usei as mesmas cores, recomecei uma nova pintura mas que sabia que iria sair borrada novamente.
Havia de novo algo que podia ter feito: recomeçar a pintura mais uma vez!
O maior erro foi esquecer-me que a pintura se tratava de um Coração.
E como se tratava de um Coração, percebi que nunca devia ter usado a pintura.
Reparei que deveria ter desde sempre, ter feito outra coisa: usar cola!
Colar todos os cacos que fui causando.
Mas não o fiz, e este sim...Foi o maior erro.

Gostava que esta história não tivesse nem vítimas nem vilões;
Mas foram demasiados erros.


Podes voar. 
Desculpa. 


 

#16

As cartas de amor deixam de ser escritas em papel quando o Amor vira uma cruz.
Passam a escrever-se no peito sem que ninguém as ame. Sem que haja vento que as leve ou até mesmo força que as arranque; sem que o tempo as feche em envelopes selados...
As palavras começam a exigir de nós a força que tínhamos, mas que já perdemos. 
Talvez, as dores que existem nos destroços do meu peito sejam apenas cartas de amor solitário que choram destinatários inexistentes.